Crise hídrica deixa de ser ameaça imediata, mas seus altos custos seguirão.

Crise hídrica deixa de ser ameaça imediata, mas seus altos custos seguirão.

A Crise Hídrica que se instalou no Brasil em 2021 foi a pior em 91 anos. Felizmente, já foram descartadas quaisquer possibilidades de um apagão ou de uma nova crise, graças as medidas adotadas pelo governo e a incidência de chuvas já registradas desde outubro do ano passado. Porém, os altos custos gerados por essa crise, ainda não longe de acabar.


Os consumidores, exceto para famílias de baixa renda, deverão continuar pagando a taxa da “bandeira de escassez hídrica” até abril. Porém, para as famílias que estão isentas da tarifa, esse valor será ressarcido pelo governo federal, para as distribuidoras de energia, já que o custo adicional é estimado em R$3,3 bilhões de reais.


Além disso, também teremos que lidar com a chamada “herança maldita” da crise que enfrentamos no ano passado, que se trata de R$140 bilhões gastos no acionamento das usinas térmicas, que os consumidores e o governo terão que pagar durante os próximos anos, gerando um possível tarifaço.  

Como o valor é extremamente alto, o governo publicou em 13 de dezembro, a MP 1.078/2021, que tem como principal função levantar recursos, que podem chegar a R$17 bilhões, para reforçar o caixa e arcar com as medidas emergenciais.  

Mas mesmo com todos esses processos, os débitos que a crise hídrica deixou, com certeza, serão diluídos em pequenos pedaços em nossas contas de luz, durante um bom tempo.  

Fonte: Energia que fala com você.

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